
Prestes a mudar de oitava, no árduo caminho melismático do sétimo ano a se completar em terras estrangeiras, a Macabéa que há em mim grita.
Desafinada Macabéa, em busca de engravidar-se de destino claro, canta a cântaros, na vã tentativa de descansar na fundamental tão longe tão perto, espremendo o miado de voz que ainda lhe resta.
Ah! Macabéa, ah! Macabéa, digo eu a mim, afagando suas madeixas já não mais tão longas, já tão mais alvas. Há em meio ao furo de sua barriga força suficiente de vontade adormecida? Ah! Macabéa, tão tola, ingênua, ignorante, anêmica, pálida, insossa e desafinada. Nem digna de piedade é, com seus olhos inertes, suas ações não reativas. Grita, Macabéa, grita alto para que a vibração de sua voz, esta, ao menos, produza movimento.
Não desafina, não, Macabéa, grita afinado, se escorregar, melisme, Macabéa. Sua trouxa e tediosa Macabéa.
E segue, estupidez e ingenuidade humana, algo de puro resta neste absurdo moribundo mudo, que em acorde, acorda harmonia alguma em mim, com sua existência crua.
2 adubações:
Lindo, Natália!
Com certeza você gosta mais das flores e aromas do que parafusos...
Beijos...
Lindo, Natália!
Com certeza você gosta mais das flores e aromas do que parafusos...
Beijos...
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